Justiça pede 10 anos de prisão para acusado de obrigar esposa a manter relações sexuais com 120 homens por dinheiro na Suécia

Bandeiras da Suécia penduradas em fachada de prédio em Estocolmo Unsplash/Cartist Uma promotora sueca pediu, nesta segunda-feira (25), uma pena de dez anos de...

Justiça pede 10 anos de prisão para acusado de obrigar esposa a manter relações sexuais com 120 homens por dinheiro na Suécia
Justiça pede 10 anos de prisão para acusado de obrigar esposa a manter relações sexuais com 120 homens por dinheiro na Suécia (Foto: Reprodução)

Bandeiras da Suécia penduradas em fachada de prédio em Estocolmo Unsplash/Cartist Uma promotora sueca pediu, nesta segunda-feira (25), uma pena de dez anos de prisão para um homem de 62 anos, acusado de explorar a esposa ao obrigá-la a manter relações sexuais pagas com cerca de 120 homens. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O julgamento do réu, preso desde 10 de abril em Härnösand, no norte do país, foi realizado em grande parte a portas fechadas. "Solicitei que o réu seja condenado por lenocínio (exploração da prostituição alheia para lucro) qualificado. Tanto por ter facilitado esses atos quanto por ter obtido um benefício econômico com eles", declarou à imprensa a promotora Ida Annerstedt. "Os fatos tiveram uma magnitude considerável, geraram lucros significativos e constituíram uma exploração impiedosa da denunciante", acrescentou. Agora no g1 O homem é acusado de ter criado anúncios na internet, organizado e supervisionado os encontros e pressionado a esposa para que realizasse atos sexuais on-line para atrair mais clientes. De acordo com a lei sueca sobre prostituição, vender serviços sexuais não é ilegal, mas pagar por eles ou facilitar sua oferta é. Segundo a denúncia, a vítima se encontrava em uma "situação de vulnerabilidade". Além de lenocínio qualificado, o homem foi julgado por oito estupros. A advogada da autora do processo reivindicou 1,1 milhão de coroas suecas (cerca de R$ 580 mil) a título de indenização. "Ele a tratou como um cartão bancário e a vendeu como se fosse uma mercadoria", declarou Silvia Ingolfsdottir ao canal estatal SVT. Os fatos teriam ocorrido entre 11 de agosto de 2022 e 21 de outubro de 2025. Martina Michaelsdotter, advogada do réu, declarou à AFP no início do processo que seu cliente nega as acusações. O julgamento deve ser concluído na terça-feira (26) com as alegações finais da defesa.

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