Gustavo Petro diz temer 'guerra civil' na Colômbia após apontar suposta fraude eleitoral

O presidente colombiano Gustavo Petro discursa durante uma coletiva de imprensa após alegar irregularidades nas eleições presidenciais de 2026, na Casa de Na...

Gustavo Petro diz temer 'guerra civil' na Colômbia após apontar suposta fraude eleitoral
Gustavo Petro diz temer 'guerra civil' na Colômbia após apontar suposta fraude eleitoral (Foto: Reprodução)

O presidente colombiano Gustavo Petro discursa durante uma coletiva de imprensa após alegar irregularidades nas eleições presidenciais de 2026, na Casa de Nariño, em Bogotá, Colômbia. Luisa Gonzalez / Reuters O presidente em fim de mandato da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta segunda-feira (3) que tem provas de uma fraude nas eleições presidenciais em que seu candidato foi derrotado e disse que a chegada ao poder do ultradireitista Abelardo de la Espriella pode desencadear uma “guerra civil”. De la Espriella, de 48 anos, tomará posse na sexta-feira em uma cerimônia legislativa na cidade de Cali, diferente do costume centenário de fazê-lo em Bogotá diante do Congresso. “Estamos diante de uma fraude e de um problema institucional indubitavelmente profundo, que é a posse de um presidente ilegítimo”, disse Petro nesta segunda em declarações à imprensa a partir do palácio presidencial em Bogotá. Segundo Petro, houve no segundo turno uma “fraude eleitoral algorítmica, sistemática e sobre um volume de votos enorme”, supostamente arquitetada do exterior contra o esquerdista Iván Cepeda. “Dinheiro estrangeiro e empresas estrangeiras” teriam interferido no resultado. Agora no g1 Antes da eleição, De la Espriella recebeu o apoio do presidente americano, Donald Trump. Petro, que tem apontado a “ingerência” de Trump na política colombiana, sugeriu que o presidente eleito pretende extraditá-lo para os Estados Unidos com base em acusações falsas. Também antecipou uma “guerra civil” em razão da rejeição que esse e outros planos do próximo governo provocam. “Está muito claro o que pode vir a ser uma guerra civil na Colômbia”, enfatizou o presidente. A bancada de esquerda no Congresso, liderada por Cepeda, anunciou que não comparecerá à posse de De la Espriella e convocou, para esse dia, manifestações na capital Bogotá, em Cali e em Barranquilla. A direita teme uma explosão de protestos como aqueles que Petro apoiou contra seu antecessor, o direitista Iván Duque, que deixaram dezenas de mortos entre 2019 e 2021. LEIA TAMBÉM: Presidente eleito da Colômbia diz que romperá relações diplomáticas com Cuba e Nicarágua Cidadania dos EUA e 'anti-establishment': quem é Abelardo de la Espriella, presidente eleito na Colômbia

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