França resgata 157 imigrantes de barco em chamas no Canal da Mancha
Navio francês do Centro Regional Operacional de Vigilância e Salvamento durante operação de resgate no Canal da Mancha, entre a França e o Reino Unido. Div...
Navio francês do Centro Regional Operacional de Vigilância e Salvamento durante operação de resgate no Canal da Mancha, entre a França e o Reino Unido. Divulgação/Autoridade marítima do Canal da Mancha e do Mar do Norte/Arquivo Guardas costeiros franceses resgataram 157 pessoas de um barco com migrantes que pegou fogo no Canal da Mancha na terça-feira (4), perto do porto de Boulogne-sur-Mer. Três barcos da guarda costeira fizeram o resgate das pessoas a bordo, afirmou a administração francesa local que cuida das áreas do Canal da Mancha e do Mar do Norte. A migração tem sido um dos assuntos políticos mais polêmicos da Europa desde a crise de 2015-16, quando mais de um milhão de refugiados e migrantes — muitos fugindo da guerra na Síria — chegaram ao continente. Na semana passada, três pessoas morreram tentando atravessar o Canal em um barco pequeno. Agora no g1 O resgate desta terça evidencia os perigos crescentes das travessias do Canal, à medida que traficantes de pessoas amontoam números cada vez maiores de migrantes em barcos frágeis. O primeiro-ministro britânico Andy Burnham prometeu no domingo ser "implacável" no combate à chegada de barcos pequenos. A chegada destes barcos amplia a conversa sobre imigração perante a crise de Ceuta. A União Europeia vai realizar uma reunião de emergência nesta terça-feira (4/08) para discutir a crise migratória em Ceuta, enclave espanhol no norte da África, após a entrada em massa de migrantes vindos do Marrocos. O encontro reunirá ministros do Interior do bloco e busca uma resposta coordenada para a pressão sobre uma das fronteiras externas da UE. O pedido de reunião foi feito por 22 países-membros, em carta enviada à Irlanda, que ocupa a presidência rotativa da União Europeia. O documento defende possível reforço da agência europeia de fronteiras, a Frontex, e uma revisão da cooperação com o Marrocos.