Cheque de US$ 5 mil, ataques às urnas e EUA 'queimando': veja as polêmicas de Trump na campanha para as midterms
Como eleições nos EUA devem selar destino de Trump e futuro da relação com o Brasil em 4º mandato de Lula Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,...
Como eleições nos EUA devem selar destino de Trump e futuro da relação com o Brasil em 4º mandato de Lula
Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, colecionou polêmicas e falas inflamatórias durante campanha pelo seu partido, o Republicano, para as eleições de meio de mandato no país —as midterms. A votação ocorre nesta terça-feira (3).
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Entre as polêmicas, Trump prometeu dar US$ 5 mil para cada cidadão norte-americano caso os republicanos mantenham controle sobre o Congresso dos EUA, atacou a integridade da votação em diversos estados e também adversários democratas, além de dizer que "vetaria tudo" que chegasse para ele assinar caso a oposição vença o pleito. Veja abaixo:
Promessa de cheque de US$ 5 mil para população
Ataque aos democratas
Ameaçou 'vetar tudo' em caso de vitória democrata
Ofereceu US$ 1 milhão a quem denunciar fraude eleitoral
'EUA vão queimar como a França'
Votou de forma antecipada por correio, apesar de chamar a modalidade de 'fraude'
Críticas à votação nos estados e contestações na Justiça
Promessa de cheque de US$ 5 mil para população
Trump promete pagar US$ 5 mil para cidadãos dos EUA caso seu partido vença os midterms
Em setembro, Trump prometeu pagar US$ 5 mil (cerca de R$ 27,3 mil na cotação atual) para cada adulto norte-americano caso seu Partido Republicano mantenha o controle do Congresso dos EUA nas midterms.
"Aqui vai minha promessa: se os republicanos vencerem a Câmara dos Representantes e o Senado dos Estados Unidos, ambos... por causa da nossa enorme força e sucesso econômico, vou conceder um dividendo de US$ 5 mil a cada cidadão adulto dos Estados Unidos da América", declarou.
A promessa gerou uma série de questionamentos entre especialistas nos EUA, porque a legislação norte-americana proíbe que qualquer autoridade pública ofereça verbas públicas a eleitores em troca de resultados eleitorais. Trump repetiu diversas vezes a promessa, inclusive em discurso e nas redes sociais na segunda-feira (2), e alegou que a medida seria um "incentivo" aos cidadãos.
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Ataque aos democratas
O presidente dos EUA, Donald Trump, diante de telão exibindo comício de Abdul El-Sayed, candidato a senador pelo estado do Michigan, em 25 de outubro de 2026.
Julia Demaree Nikhinson/ AP
Em outubro, apenas duas semanas antes das midterms, Trump fez um ataque direto a Abdul El-Sayed, candidato democrata ao Senado pelo estado de Michigan. O presidente norte-americano o chamou de "jihadista" e o acusou de integrar a Irmandade Muçulmana (grupo terrorista islâmico radical) —algo que ele já negou.
"Ele é um farsantezinho, e tudo nele é falso. É um mentiroso. Fala de todas essas coisas como se fosse moderado, mas não é. Ele é um jihadista doentio e violento, e não tem lugar no nosso governo", falou Trump.
El-Sayed é um dos candidatos "sensação" dos democratas nestas midterms e aparecia à frente de seu rival republicano Mike Rogers pela cadeira do Michigan no Senado dos EUA, segundo as pesquisas de intenção de voto.
Na segunda-feira (2), Trump voltou a atacar o Partido Democrata e disse que o partido "odeia" os EUA tem "os candidatos mais extremistas e perigosos da História" do país. Ele disse também que essas midterms "são as mais importantes das nossas vidas".
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Ameaçou 'vetar tudo' em caso de vitória democrata
Donald Trump faz discurso no Memorial Lincoln, em Washington, nas vésperas das midterms
Umit Bektas/Reuters
Nos últimos dias, Trump ameaçou "vetar tudo" que chegasse do Congresso dos EUA para ele assinar caso os democratas saiam vencedores das midterms.
"Acho que vou me tornar o Sr. Veto. (...) Eles vão enviar algumas coisas. Você veta. E, eventualmente, depois de um ou dois meses sendo vetados, eles só estão perdendo tempo, vêm até nós e fazemos um acordo", disse o presidente ao podcast "Pod Force One", do "New York Post".
Segundo a colunista do g1 Sandra Cohen, a fala é uma antecipação de como Trump pretende governar caso tenha um Congresso de oposição a ele em seus últimos dois anos de mandato. Ela acrescentou ainda que o presidente norte-americano passou dois anos ignorando o Congresso dos EUA governando via ordens executivas.
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Ofereceu US$ 1 milhão a quem denunciar fraude eleitoral
Midterms: Estados Unidos vão às urnas para definir controle da Câmara e do Senado
Na semana passada, Trump ofereceu dar US$ 1 milhão a qualquer pessoa que denunciasse uma fraude eleitoral que resultasse em prisão e condenação.
"Qualquer pessoa que denuncie fraude eleitoral em eleições passadas, ou na próxima eleição de meio de mandato, receberá US$ 1.000.000 após a prisão e condenação dos responsáveis pela fraude", escreveu Trump na rede social Truth Social, na segunda-feira (26).
Especialistas políticos, autoridades eleitorais democratas e alguns republicanos veem essas ações como uma interferência indevida do governo federal nas eleições.
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'EUA vão queimar como a França'
Trump diz que EUA vão 'queimar' como a França se democratas vencerem midterms
Também em outubro, Trump se aproveitou dos protestos violentos na França para dizer, sem apresentar provas, que os EUA "queimarão" tal qual o país europeu caso os democratas saiam vencedores das midterms.
“Quando vocês virem campanários [torres com sinos] em chamas e incêndios violentos na França, lembrem-se de que é isso que os democratas radicais querem fazer com os EUA. Eles pretendem fazer isso. Não vão nem chegar perto”, afirmou Trump.
O presidente da França, Emmanuel Macron, criticou a fala de Trump: "Comentários inaceitáveis e estúpidos".
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Votou de forma antecipada por correio, apesar de chamar a modalidade de 'fraude'
Trump vota de forma antecipada nas eleições parlamentares nos EUA
No sábado (24), Trump votou de forma antecipada por correio nas midterms, apesar de ser amplamente crítico à modalidade de votação, que já chamou anteriormente de "fraude". Ele votou em West Palm Beach, na Flórida.
Trump atacou o sistema de votação por correio em março, época em que ele assinou um decreto para endurecer as regras de votação pelo correio e também defendia um projeto de lei chamado "Save America Act" que, segundo ele, determinava “identificação do eleitor, comprovante de cidadania, fim da votação fraudulenta por correio”.
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Críticas à votação nos estados e contestações na Justiça
Trump criticou a votação em alguns estados norte-americanos nas últimas semanas, e seu Departamento de Justiça entrou com processos no Alasca e na Califórnia —o que rompeu com uma tradição de não intervencionismo nas midterms.
O presidente norte-americano chamou a votação na Califórnia de "muito corrupta" e que autoridades estaduais estariam tentando "roubar" a eleição do candidato republicano Steve Hilton. Ele citou uma investida para negar a contagem de cerca de 20 mil votos de imigrantes, que foi negada pela Suprema Corte dos EUA.
"A Califórnia e suas eleições são extremamente corruptas", afirmou em entrevista à CNN Internacional no final de outubro. "Encontramos 20 mil, mas há centenas de milhares de cédulas irregulares", completou.
No Alasca, o governo Trump tentou impedir a candidatura de Dan Sullivan, que concorre de forma independente à vaga no Senado e tem o mesmo nome do candidato republicano, mas teve a investida rejeitada pela Justiça. “É muito injusto. É muito confuso, e isso é proposital. É uma fraude", afirmou Trump na mesma entrevista à CNN Internacional.
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Fonte da Reprodução:
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/11/03/polemicas-trump-midterms-eua.ghtml